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É sabido que a Igreja Católica Romana descobriu a existência da Família durante os anos da Inquisição. Instituída em 1229, a Inquisição dedicava-se à supressão de diversas heresias que se espalhavam pela Europa. Parcialmente em resposta à ascensão da seita dos Cátaros no sul da França e no nordeste da Itália, o Papa Inocêncio IV aprovou em 1252 o uso da tortura.
Contam-se estórias de que as crenças dos Cátaros eram apoiadas por muitos Membros no sul da França, e que alguns deles caíram nas mãos da Inquisição quando seus confrades foram forçados a confessar suas heresias. Caso tenha acontecido assim, isso explicaria a escalada rápida das práticas tirânicas de certos líderes da Inquisição. Talvez eles tenham visto , com seus próprios olhos, provas do mal encarnado no mundo.
Qualquer que seja a verdade por trás desses eventos durante o século XIII, todos os indícios levam a crer que certas facções dentro da Igreja permanecem cientes da existência dos vampiros. Cientes e preocupadas. Na verdade, a Inquisição continua existindo, ainda que numa forma diferente e com outro nome.
Hoje a Inquisição é uma organização de eruditos e pesquisadores do oculto, assim como a patrocinadora dos maiores caçadores de vampiros. Embora originalmente fosse apenas um comitê para investigar heresias, tornou-se uma organização implacável devotada à eliminação e à tortura de indesejáveis, tradição a que não renunciou inteiramente. Embora a Inquisição não seja mais sustentada ou apoiada pela Igreja, a maior parte de seus membros pertence à Igreja Católica. Apesar de terem adotado um novo nome, "Sociedade de Leopoldo", e dizerem estar interessados apenas em pesquisa, são proeminentes entre os caçadores de bruxas. Conhecem as melhores formas para imobilizar e matar vampiros, e mantêm a maior parte dos antigos arquivos.
Porém, eles ainda não conhecem muito sobre a Família atual. Concentram seus estudos nos velhos arquivos e em especulações intermináveis, e ocasionalmente embarcam em caçadas e realizam julgamentos. Raramente matam os suspeitos, pelo menos não imediatamente — têm o hábito de promover julgamentos minuciosos. Seu objetivo final é livrar o mundo do sobrenatural.
O Círculo Interno da Camarilla decretou que os Membros não devem se intrometer nas atividades da Sociedade de Leopoldo. Ela deve ser ignorada e evitada a qualquer custo — melhor não lhes dar nada para estudar do que oferecer ao mundo inteiro alguma coisa com a qual se preocupar. É bem mais fácil lidar com um grupo de fanáticos que com um bando de mártires. A Inquisição conservou grande parte de sua antiga reputação, sendo respeitada e temida em toda parte. Apenas os mais ingênuos acreditam que os propósitos e práticas da Inquisição mudaram; os mais velhos, especialmente aqueles que viveram durante o primeiro período da perseguição, sabem com o que estão lidando. Muitos anarquistas aproveitam toda e qualquer oportunidade para atormentar, iludir e embaraçar integrantes da Inquisição, a despeito dos decretos baixados pelo Círculo Interno.
Contudo, os membros da Sociedade de Leopoldo possuem várias proteções contra vampiros. Eles estão aprendendo a usar objetos sagrados para se protegerem dos poderes vampíricos. Além disso, contam com a colaboração de diversos grupos quando iniciam uma "caça às bruxas".
Entre os membros mais influentes da Sociedade estão os Dominicanos, que supervisionaram parcialmente a primeira Inquisição. Muitos Membros temem a participação dessa Ordem, esquecendo as circunstâncias e o clima que conduziram à Inquisição. Também esquecem o fato de que São Tomás de Aquino, o renomado filósofo e teólogo, foi um Dominicano durante aquele período. Os interesses exatos dos Dominicanos permanecem obscuros até hoje.
Também existem relatos de um grupo dissidente radical dentro da Sociedade de Jesus, os Jesuítas, que estão nomeio de uma controvérsia com o Santo Ofício. Persistem rumores de que isto possa ter alguma relação com a destruição de alguns Membros há cinco anos na Argélia. Acredita-se que o responsável tenha sido um ex-irmão jesuíta de nome Sullivan Dane. Dane pode ter conseguido usar o incidente na Argélia como uma prova para alguns de seus ex-confrades jesuítas de que a ameaça da Família é real, não um produto de sua imaginação. Ele e alguns de seus confrades têm divergências com seus superiores e com o Santo Ofício a respeito desse assunto.