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    Esses são os termos usados com mais freqüência na Família.

    Anarquista Um rebelde na Família; indivíduo que não nutre respeito pelos anciões. A maioria dos filhotes são automaticamente considerados anarquistas pelos anciões, sendo desprezados como produtos do século XX.

    Regiões As áreas de uma cidade que são des- Ermas, as providas de vida — cemitérios, prédios velhos e abandonados, parques. Gênese, A O momento em que um indivíduo torna-se vampiro; a metamorfose de mortal para Membro. Também chamado de A Mudança.

    Livro de Nod O livro "sagrado" da Família, que narra as origens da raça e sua história primitiva. Jamais foi publicado em versão integral, embora se saiba da existência de fragmentos em vários idiomas.

    Besta, A As motivações e necessidades que impelem um vampiro a tornar-se um monstro completo, renunciando a toda sua humanidade. Vide "Homem".

    Sangue A herança do vampiro. Aquilo que faz do vampiro um vampiro, ou simplesmente a substância sangue de um vampiro.

    Irmandade de O relacionamento entre vampiros da Sangue mesma linhagem e do mesmo clã. A idéia é muito semelhante à que existe entre os mortais, apenas os meios de transmissão são diferentes.

    Jura de sangue A ligação mais potente que pode existir entre vampiros; a recepção de sangue num reconhecimento de submissão. Ela confere um poder místico sobre aquele que foi submetido à jura. Veja Laço de Sangue.

    Prole Um grupo de vampiros reunidos em torno de um líder (normalmente seu senhor).

Qual é o significado das palavras

Quando elas perdem o sentido —

Quando não há mais nada mais a dizer?

— Killing Joke, "Requiem

    O aroma de decadência é perfume para mim. Como uma antiga amante, o ar poluído me beija a face. Sei que cheguei em casa quando ouço um pneu cantando no asfalto, ou quando vislumbro um raio de neon iluminando o sonho da cidade.

    Mesmo quando a Fome espreita as fronteiras de meu consciente, mesmo quando cambaleio através da névoa de meu delírio, sei que este é meu lugar. Aqui a mesa de jantar está sempre posta. Aqui a música da vida acompanha cada refeição.

    Amantes passeiam de mãos dadas. Sinto a Fome crescer dentro de mim. A Besta se contorce. Suas vidas poderiam ser minhas, mas não devo alimentar-me desse casal. Embora não possa ser destruída, a Besta deve ser controlada. Cada noite é uma batalha a ser vencida.

    Já me alimentei de muitos. Suas faces flutuam à minha frente, alguns me assombram, outras me agradecem. Lábios imploram por prazer e recebem êxtase. Olhos arregalados suplicam por vida, mas encontram apenas alívio. Ante minha Fome seus destinos estão selados. Minha necessidade foi o seu fim. Meu desejo o último cravo em seus caixões.

    Os que morreram não eram criminosos? Aqueles rostos já não haviam encarado a morte antes que eu os encontrasse? Eles já me conheciam quando nossos caminhos se cruzaram. Morte destrói morte; assim como vida gera vida. Sou a Besta.

    Um som de violência chega aos meus ouvidos. É uma melodia que canta para minha necessidade e me desperta a Fome. Sigo a música até sua fonte — um cafetão trajando vestes de cores berrantes.

    Esbofeteia uma mulher maquiada, que cai ao chão. Tira o dinheiro de sua bolsa. — Parasita. — Lentamente aproximo-me dele. — Câncer. — Seus olhos frios encontram os meus. — Doença. — Bebo a sua essência. Pó. Sou a Besta e a Besta devo tornar-me.

Aquele que luta com monstros deve acautelar-se;

para não tornar-se também um monstro.

Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.

— Friedrich Wilhelm Nietzsche, "Além do Bem e do Mal."