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A Camarilla criou
para seus seguidores seis normas ou leis conhecidas como As Seis Tradições,
são elas:
Tradição da Mascara
A Primeira e mais importante das tradições: Qualquer membro
que revelar a existência da família a um mortal, ou elimina o mortal ou a
Camarilla elimina o mortal e o membro que se revelou a este mortal.
Tradição do Domínio
Cada território, tem seu Príncipe, a quem todos os membros da
Camarilla devem respeito, pois ele é o governante da sociedade vampírica
exercendo a lei da Camarilla, e fiscalizando a Máscara, qualquer membro de
outro território deve pedir permissão ao Príncipe para permanecer e caçar em
seu território. Caso essa permissão não seja pedida as penas variam de exílio
a Morte.
Tradição da Progênie
Para obter mais controle sobre seus membros a Camrilla proíbe
a procriação da espécie sem o conhecimento do Príncipe, caso essa permissão
não seja pedida as penas variam de exílio a Morte.
Tradição da Responsabilidade
Ao criar um novo membro, seu mestre é responsável por ele até
que se torne um Neófito. Enquanto for de responsabilidade do mestre, qualquer
ato cometido pela criança da noite recairá sobre o mestre.
Tradição da Hospitalidade
Qualquer membro de outro território deve pedir permissão ao
Príncipe do território para permanecer e caçar em seu território. Caso essa
permissão não seja pedida as penas variam de exílio a Morte.
Tradição da Destruição
"Tu és proibido de destruir outro ser de sua espécie. O direito de destruição
pertence apenas a teu ancião. Apenas os mais antigos entre vós tem autoridade
para convocar a Caçada de Sangue."
Esta é a Lei da Selva —
tão antiga e verdadeira como o céu;
E o Lobo que a seguir poderá prosperar,
mas o Lobo que a quebrar deverá morrer.
( Rudyard Kipling "A Lei da Selva")
As Seis Tradições do antigo códice da Família foram
instituídas em tempos remotos, após o massacre que originou o segundo ciclo.
As Tradições não são leis escritas, formais, mas a despeito disso são
conhecidas por todos os Membros. Existem muitas variações, mas embora as
palavras possam variar, a intenção permanece. Tornou-se uma espécie de ritual
que um senhor as recitasse para sua progênie imediatamente antes de sua
apresentação ao príncipe. Embora o filhote possa já conhecer as tradições, as
palavras ainda assim são proferidas. É um elemento vital da Gênese.
Alguns Membros defendem que esses códigos foram concebidos
orginalmente pelo próprio Caim, quando ele gerou a segunda geração de Membros.
Portanto é possível que essas palavras sejam as do próprio Ancestral,
proferidas à sua progênie. No entanto, é muito mais provável que as Tradições
tenham sido criadas pelos Antediluvianos, em sua tentativa de restringir sua
própria progênie. A tradição da Máscara provavelmente já existia, embora de
forma muito mais diluída. Não foi senão depois da Santa Inquisição que ela foi
reafirmada e seu significado fortalecido.
As leis são expressas em termos bastante formais. Essas são
palavras e frases dos anciões, e não necessariamente a forma como os
anarquistas as expressariam. Muitos Membros jovens vêem as Tradições sob uma
luz inteiramente diferente.
Tradição da Mascara
A primeira tradição é o coração do que se tornou conhecido
como A Máscara. Esta lei ancestral exige que o conhecimento da existência de
vampiros reais seja proibido ao Homem. A revelação desses detalhes colocaria a
Família em sério risco.
A violação desta tradição é a ofensa mais grave que pode ser
cometida por um vampiro. Os poderes e recursos da humanidade na era moderna
são tais que, se os humanos e os Membros entrassem em guerra, a sobrevivência
dos vampiros estaria ameaçada. Em tempos mais supersticiosos esta tradição foi
menos reverenciada.
Violar esta tradição é arriscar não apenas a própria
destruição, mas também a destruição da Família.
Tradição do Domínio
Esta tradição diminuiu em importância quando a população das
cidades aumentou dramaticamente. Individualmente, os vampiros não mais
requisitam domínio, mas deixam esse direito para o príncipe.
Atualmente, apenas os vampiros mais poderosos de uma cidade
podem requisitar domínio sobre ela. Eles o fazem de acordo com a tradição, e
fingem que todos os demais vivem na cidade apenas sob a permissão do príncipe.
Os príncipes gabam-se de possuir as cidades e, sob vários aspectos, realmente
as possuem. Esta tradição é usada por eles para obter apoio às suas
reivindicações. É ela que concede ao vampiro o direito de reclamar o
principado.
Existe uma concepção equivocada que prevalece entre os
anarquistas, de que os príncipes conferem aos associados porções diferentes de
seus domínios sob o nome de "territórios". Embora um príncipe permita que
apenas certos Membros de confiança guardem porções da cidade, esta prática só
serviu para aumentar as exigências de direitos de domínio. Um número cada vez
maior de Membros está exigindo "territórios" dentro da cidade e tratando-os
como seus campos particulares de caça. Proles, ou até mesmo Membros
solitários, requisitam certas áreas menos nobres (como as favelas e os bairros
pobres) e tentam impedir que outros Membros alimentem-se lá. Embora a cidade
seja suficientemente vasta para que essas requisições tenham pouco valor, elas
parecem possuir um significado especial para aqueles anarquistas oprimidos.
Poucos príncipes, ou talvez nenhum, realmente cedem territórios, mas isso não
impede que os anarquistas os tomem para si.
Alguns dos Membros mais jovens já fizeram tentativas de
reviver a tradição do domínio, vendo nela uma similaridade com a mecânica do
crime organizado. As pequenas gangues irão freqüentemente tentar estabelecer
territórios dentro de uma cidade, normalmente em oposição a outros Membros da
cidade. Isto costuma criar uma situação difícil, com uma constante
possibilidade de conflito pairando no ar. Devido a isto, os problemas com
gangues dentro de uma cidade podem facilmente colocar a Máscara em risco.
Se a gangue apoiar o príncipe, seus Membros serão tolerados,
ou eles poderão ter poder para resistir a todas as tentativas para
expulsá-los. Os anciões não gostam de enfrentar gangues de anarquistas. Embora
possuam poderes superiores, ainda correm risco de morte.
Para conseguir um território, os anarquistas primeiro lutam
entre si, e depois que o conseguem não costumam tentar impedir que os anciões
alimentem-se lá. Suas atividades são desaprovadas pelo príncipe, mas enquanto
não constituírem ameaça para a Máscara e não escaparem ao controle, é
permitido aos anarquistas continuarem suas disputas. De fato, muitos Príncipes
encaram isso como uma forma de usar os anarquistas para refrearem seu próprio
crescimento, e procurarão provocar conflitos internos.
Nas cidades sobre as quais o príncipe não possui uma
influência poderosa, certos anciões poderão requisitar domínio sobre uma área.
Seu poder pode ser reconhecido por outros primígenos, e eles podem ser
tolerados pelo príncipe se o apoiarem. O estabelecimento de um ou mais
domínios dentro da cidade pode gerar uma forte turbulência política, na medida
em que esses domínios, intencionalmente ou não, criam bases de poder rivais.
De fato, ocasionalmente um príncipe é apenas o primeiro entre um grupo de
iguais, o presidente de um conselho de anciões no qual cada um faz sua própria
requisição para um domínio.
A despeito de haver requisitado um domínio ou não, cada
Membro é até certo ponto responsável pela área em torno de seu refúgio ou pela
área que freqüenta. Embora os Membros raramente se envolvam em assuntos dos
mortais, as questões sobrenaturais são outra história.
É dever dos Membros informar ao príncipe detalhes sobre
eventos estranhos que ocorram nos arredores de seu território.
Tradição da Progenie
Embora na maior parte da história vampírica o "ancião" citado
nesta tradição tenha sido o senhor do indivíduo, ultimamente tem-se
desenvolvido uma interpretação mais livre. Muitos Príncipes estipularam que
eles são os anciões referidos nesta tradição e recusam a todos em seu domínio
o direito de abraçar sem permissão. Eles insistem na obrigatoriedade de sua
aprovação antes que qualquer mortal seja Abraçado e freqüentemente eliminam
aqueles que desobedecem. A maioria dos Membros acata essas ordens, muito mais
por medo que por respeito. No casos em que um neófito já foi criado, o
príncipe pode apropriar-se dele, pode banir o neófito e seu senhor, ou mesmo
sentenciá-los à morte. Oficialmente, a Camarilla apóia o direito de um
príncipe em restringir a criação de novos vampiros, compreendendo que essa é a
única forma de controlar a população de anarquistas.
Os vampiros do Velho Mundo, os europeus, são ainda mais
rigorosos neste aspecto que os americanos. O Senhor do vampiro precisa ser
consultado, e se um príncipe tiver requisitado domínio sobre uma área na qual
o vampiro possua seu refúgio, a permissão precisa ser pedida também a ele. Não
será concedido nenhum grau de tolerância aos que não fizerem isso.
Tradição da Responsabilidade
Aquele que gerar uma Criança da Noite assume total
responsabilidade por sua existência. Se a Criança for incapaz de suportar o
fardo de sua nova condição, cabe a ele a responsabilidade de cuidar do
assunto. Se a Criança tentar trair a Família e ameaçar a Máscara, cabe ao
senhor impedi-la. Enquanto ainda for uma Criança da Noite, sob os cuidados
diretos de seu senhor, um vampiro não possui direitos. Caso uma Criança
pratique ações que ameacem a segurança dos outros Membros, a responsabilidade
caberá ao seu senhor. Ele deve avaliar com cuidado a sua maturidade. Não quer
ser eternamente reponsável por ela, mas também não quer liberá-la antes que
esteja pronta (embora se conheça casos de tutelas extremamente prolongadas).
Há muito tempo atrás a liberação consistia em apresentar a
criança ao senhor do seu criador, mas isso mudou.
Agora a criança é apresentada ao príncipe em cujo domínio
habitem. Até esse momento, o príncipe não tem qualquer obrigação, a não ser
que tenha optado por reconhecê-la como pertencente ao Sangue. Se o senhor não
proteger a criança, qualquer um poderá matá-la ou alimentar-se dela.
Após a liberação, o recém-emancipado pode continuar morando
na cidade, com todos os seus direitos assegura-dos. Este processo de
apresentação é semelhante ao da Tradição da Hospitalidade, descrita a seguir.
Se o príncipe não reconhecer a Criança, ela deverá partir e procurar outro
lugar para morar.
A liberação é um grande rito de passagem, pois o tutor não
retém mais qualquer responsabilidade pela criança. É o comportamento do
emancipado que irá determinar se ele será aceito como um verdadeiro Membro da
comunidade e considerado um neófito. Se ele continuar a ser rude e
tolaopermanecerá uma criança aos olhos de todos. Se demonstrar a sabedoria que
a sua nova condição exige, os outros lhe concederão o respeito devido a um
"adulto".
Tradição da Hospitalidade
Embora os vampiros odeiem viajar (os riscos são tremendos),
eles ocasionalmente o fazem. Os costumes antigos ditam que ao entrar em um
novo domínio (uma cidade reclamada por um ancião) o forasteiro deve
apresentar-se ao ancião. Isto ocorria antes mesmo de haver príncipes, numa
época na qual havia apenas um Membro em cada cidade. Era simplesmente uma
tradição de gentileza; batia-se antes de entrar.
O procedimento varia em formalidade de lugar para lugar, e
até mesmo de príncipe para príncipe. Alguns exigem uma apresentação formal e a
recitação da linhagem do forasteiro. Outros ficam satisfeitos se for travado
um simples contato com um subalterno. É melhor, para o bem daqueles que não se
apresentarem, que possuam poder para resistir à fúria do príncipe.
Um príncipe tem o direito de recusar-se a aceitar em seu
domínio quem quer que seja. Isto raramente ocorre, exceto quando o forasteiro
possui uma reputação ruim ou muitos inimigos. Mesmo aqueles que não se
apresentam, mas que mais tarde são descobertos, não costumam ser caçados e
expulsos da cidade. Eles são levados ao príncipe,ouvem um bom sermão e são
mandados novamente para as ruas.
Com o tempo esta tradição tem-se tornado sobretudo uma forma
do príncipe manter seu poder, pois isso lhe concede o direito de interrogar
todos aqueles que entrarem em seu domínio. Ele pode não possuir poder para
banir os intrusos mais formidáveis, mas seu direito em examinar a todos jamais
é questionado.
Alguns Membros arrepiam-se ao pensamento de ter de se
"apresentar" para serem aceitos. Muitos são orgulhosos demais e possuem um
forte sentimento de independência.
Os anarquistas possuem pouco respeito pelas tradições,
enquanto os Matusaléns vêem-se como semideuses muito acima dos mortais e
Membros, não tendo de prestar reverência a ninguém. Para eles é inconcebível
humilharem-se diante de outro. Eles já existiam muito antes dos príncipes
governarem e sua sabedoria excede a deles, pois sabem quem manipula as cordas.
Muitos Membros jamais se apresentam, escolhendo ao invés disso viver na mais
completa obscuridade. Eles se escondem em lugares frios e silenciosos e
raramente abandonam seus refúgios. São tolerados enquanto permanecerem
comedidos. Os Nosferatu são excelentes nisso: seus poderes favorecem tais
costumes. Esses Membros reclusos são conhecidos como autarcas por se recusarem
a integrar a comunidade vampírica.
Tradição da Destrição
Esta tradição causou mais controvérsia que qualquer outra, e
novas reinterpretações continuam sendo discutidas. Ela parece significar que o
direito de destruição é limitado à linhagem do próprio indivíduo. Apenas o
senhor tem o direito de destruir sua progênie.
Contudo, a mudança de significado na palavra "ancião" levou
os príncipes a mais uma vez exigirem seu direito sobre todos aqueles que
residem em seus domínios. Alegam que apenas eles possuem o poder de vida e
morte, interpretação que quase sempre tem sido apoiada pela Camarilla.
A veracidade desta afirmação é a fonte de grande parte dos conflitos entre
vampiros antigos e jovens.
A maioria dos príncipes exige o monopólio da tradição da
extinção. Todos os demais são proibidos de destruir outros Membros. Se um
vampiro for flagrado num ato de "assassinato", nenhuma punição será
considerada severa demais. Freqüentemente o perpetrador de um ato dessa
natureza será ele próprio destruído. Para descobrir o assassino, o príncipe
investigará as mortes daqueles que foram destruídos. Obviamente, quanto mais
alta for a posição que o vampiro destruído ocupava na sociedade vampírica,
mais rigorosa será a investigação sobre sua morte. Apenas em tempos de grande
conflito os vampiros jovens ousam eliminar uns aos outros, embora alguns digam
que os anciões fazem isso o tempo todo. Um vampiro com intenções assassinas
deve olhar onde pisa.
Na maioria das vezes o príncipe aplica seu direito de
destruição convocando uma Caçada de Sangue, que será discutida adiante. Um
príncipe apenas poderá matar um dos Membros se convocar oficialmente uma
Caçada de Sangue.